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Expondo a figura na medina de Tunis

Conversando com a mãe da Maha, que me hospedou o tempo todo que estive na Tunísia, descobri que a novela O Clone chegou lá e fez muito sucesso! Ninguém lembrava da parte do clone da novela da Glória Perez, mas todo mundo acompanhou os dramas de Jade (como a novela se chamou na TV por lá) e seus amigos na ponte Marrocos – Brasil. Insha’Allah!

O centro velho de Túnis se divide em dois: o centro velhão mesmo, organizado em forma circular com um muro grande cercando tudo e que é chamado de medina (como em muitas cidades de origem árabe) e a parte exterior à medina, que foi contruída pelos colonizadores franceses que botaram os pés nessa terra em 1881. Claro que a parte da medina é muito mais legal.

Fui lá expor minha figura várias vezes, um lugar que me dava prazer em voltar para observar a arquitetura dos Beis (os reis árabes tunisianos) e imaginar as caravanas chegando com tapetes, perfumes e notícias do outro lado do mundo.

Portada

Apenas uma das muitas portas maravilhosas de mansões da medina.

As casas quase não têm janelas para fora, mas são bastante abertas por dentro, com vários pátios – vantagens de um lugar que não precisa se proteger da chuva e desvantagens das mulheres que não podiam sair de dentro de casa. Dentro de cada casona dessas, além dos salões para as visitas menos íntimas até os setores das mulheres e da família próxima, também há locais designados para a oração, cozinhas bastante grandes e muitos espaços para apenas tomar a fresca.

A medina é organizada de forma radial, com uma mesquita no centro e diversos setores que vendiam joias, tecidos, sapatos, comida, escravos, etc, além das residências, cada setor bem organizado e dividido. Hoje em dia esses setores estão meio desorganizados devido ao crescimento e modernização da cidade, mas ainda é bem visível a diferença entre as áreas onde fica a venda dos produtos traidicionais tunisianos (para turistas) e os produtos chineses baratinhos (comprados pelos tunisianos mesmo) e a área residencial maravilhosa com mansões, cafés e pequenos museus.

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É preciso saber barganhar para conseguir o que se quer na medina! Quanto mais você se parecer com um estrangeiro, mais difícil vai ser para abaixar o preço. Eu comprei sapatos 100% de couro com brilhos e pontinhas puxadinhas pra cima por 15 euros e fiquei feliz com o preço 🙂

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A parte francesa é bem familiar para nós, mas tem aquele toque decadente do abandono dos donos, do governo e a deterioração pelo tempo e pelas revoltas populares. Vale a pena caminhar pela rua principal que sai da porta da medina e ver o contraste do aperto da parte árabe com a largura da avenida francesa onde estão os prédios governamentais.

Sorvetes preparados à tradição italiana são vendidos em vários cafés, uma boa pedida para o verão e para o flaneur que existe dentro de você.

Se quiser tomar algo mais local, tente uma passadinha no El Ali, dentro da Medina. Uma casa bem grande e intrincada no endereço “45 bis Rue Jemâa Zitouna” na medina (siga a rua de entrada dos turistas na medina e pergunte, a entrada do El Ali é uma escadinha nessa mesma rua).

Esta foto é de divulgação do lugar (e é assim mesmo na vida real!):

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O lugar é imenso e cheio de cantinhos, difícil de explicar… Veja mais fotos aqui.

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