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Museando por Paris

Fiz muito pouco daquele turismo clássico de Paris. Acabei me contentando por andar muito pelo centro sem rumo e comer croissants, iogurtes sensacionais, queijos incríveis e baratos e outras coisas francesas do tipo. Mas não deixei de visitar (e revizitar) alguns dos museus mais famosos da cidade.

Escolhi falar dos meus três preferidos + o Louvre (porque sim) neste post.

Dicas preliminares:

. Acorde cedo – consegui ver até a Monalisa sem uma quantidade insuportável de fotógrafos japoneses na minha frente porque fui cedo. E nem tô falando de cedo 5 horas da manhã pra chegar primeiro na fila. 9a.m. é suficiente pra nem ver cara de fila nos museus. Paris acorda tarde.

. Leve câmera, mas não fique olouco das fotos – a maioria dos museus libera os cliques sem flash, mas controle-se – pelo bem de todos e a felicidade mundial. Já bastam os japoneses corredores da maratona museológica.

. Vá com disposição. Ou com foco. Os museus são geralmente imensos (IIIIMEEENSOOOOS) e ver arte cansa, né? O cérebro fica lotado de coisas pra processar. Então… ou vá com tempo e saco (pra voltar de novo e de novo até ver tudo) ou pesquise antes o que você está afim de ver e vá direto ao ponto (passando os olhos pelo caminho, claro, vai que alguma coisa a mais chama a atenção). E nada de arrastar o companheiro de viagem que está só um pouquinho afim pro Louvre e fazer o pobre percorrer toda a parte dos gregos e dos romanos. Penitência das bravas!

. Aproveite as facilidades do museu. Muitos têm wifi grátis, banheiros limpos, staff educado (e que fala inglês!). Use e abuse de tudo 🙂

Musée D’Orsay

Conhecido por seu imenso acervo de pinturas impressionistas (minha escola favorita dessas já consagradas), ele não fica só nisso. Mas ok, o impressionismo é a melhor parte.

Hugo no D'Órsay

O espaço do museu costumava ser uma estação de trem e foi transformada em museu em 1986. Devido a isso, a entrada dele se dá para um sagão de pé direito imenso, muito arejado e cravejado de estátuas legais. Nas laterais do grande galpão estão as galerias de exposição.

Se você viu Hugo, aquele filme do Scorcese baseado no livro A Invenção de Hugo Cabret, SIM, esta é a estação onde a maior parte das cenas acontece.

Van Gogh, nunca me canso

Van Gogh é AMOR, nunca me canso. Tirei essa foto escondido, shhhhh!

Musée L’Orangerie

Museu primo do D’Orsay, dá pra comprar um ingresso casado pros dois e economizar uns eurinhos. Esse é um museu minúsculo, mas muito especial se você curte impressionismo. Lá estão as Ninféias de Monet, uma série de seis quadros enormes e ovais que o pintor fez especialmente para o espaço para servirem como monumento ao fim da Primeira Guerra Mundial.

Elas estão expostas exatamente como o pintor as projetou, com um espaço em branco antes das obras para “limpar a mente e os olhos”. É lindo e impossível de fotografar (tanto pq é proibido e muito vigiado quanto porque eles são quadros ovais imensos).

Abaixo, um vídeo que achei na net que dá uma ideiazinha do que é o museu:

No andar inferior há também uma coleção notável de Cézannes, Matisses, Picassos e Renoirs, faça questão de dar uma olhadinha.

Centre Georges Pompidou

Beeeem diferente dos outros museus da lista, o Pompidou é um espaço de exposição de arte moderna e contemporânea.

Pompidou do lado de fora

A diferentice já começa no visual do prédio, que é completamente diferente de qualquer outra arquitetura do centro de Paris. À primeira vista, o achei muito feio. Mas depois de ficar um pouco cansada da mesmice arquitetônica “instagrâmica” de Paris, olhar para o Pompidou com seus tubos transparentes era uma alegria para os olhos.

Fora isso, o museu tem obras de artistas que eu acho sensacionais, como o Chagall (foto abaixo). Vale, vale, vale visitar.

Marc Chagall

Ah, a biblioteca também é ótima para ler um pouco e usar a internet (o museu todo tem um wifi ótimo, btw, e para usar os banheiros não precisa pagar o tíquete). Controle-se nas lojinhas! Ou não…

Musée du Louvre

É uma coisa imensa, imensa, imensa, situada no antigo palácio real (até que a galera se mudou pra Versailles em 1682). São cerca de 35.000 obras que vão da pré-história até o século IX, incluindo milhares de coisas roubadas ou “acolhidas” pelos franceses da Grécia, Roma, Egito, Etruscos e etc.

Louvre de fora, com a pirâmide de vidro consagrada pelo livro Código Da Vinci

Estão ali a Monalisa e outras obras menos pop (e mais acessíveis para ver de verdade) do Leonardo da Vinci, a Vênus de Milo, pedaços inteiros de templos gregos e pirâmides egípcias. A coleção de múmias faz inveja a qualquer necrotério. Sim, dá um pouco de raiva de ver as bras deslocadas assim de seus locais de origem. Senti a mesma coisa no British Museum de Londres…

Múmia fashion

Enfim.

Ou seja: é imenso, é cheio, é pop, é bonito. Mas tem que ter foco (ou tempo de sobra).

A minha estratégia foi: chegar cedo, correr (quase literalmente) até a Monalisa, ver, clicar, voltar com calma e ver os outros Leonardos (ficam bem em frente à galeria da Mona, em um corredor imenso) e visitar a área dos Egípcios e dos Gregos que eu queria ver também. Me demorei nos Etruscos, que estavam no meio do caminho, não conhecia bem e achei muito legal.

Mona, de longe

Isso é o mais perto que você, reles mortal, vai chegar da Monalisa.

Que belas nádegas

Vênus de Milo: uma bela bunda

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