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Pedalando por Mandalay e arredores

Foram mais ou menos 32 quilômetros em um dia, mas valeu a pena.

 

 

Mandalay é a segunda maior cidade do Mianmar e está situada em uma planície tranquila, cortada por rios e incontáveis templos. Ao seu redor estão três cidades muitos simpáticas e turísticas: Amarapura, Inwa e Sagaing. Escolhi percorrer tudo de bicicleta. O plano era ir pedalando e, se ficasse cansada, jogar a magrela no teto de uma caminhonete e voltar de carona, mas acabei voltando à perna mesmo.

 

O legal de ir de bicicleta é poder parar em qualquer biboca da estrada para tomar uma água, comer uma melancia e travar conversas com as crianças e adultos sentados nas portas de suas casas.

 

Em Mandalay, frequentemente outros ciclistas emparelhavam a bicicleta com a minha para conversar. “Where are you from?” – invariavelmente a primeira pergunta.

 

 

O mais legal que vi em Mandalay foi o mercado. Uma grande estrutura a céu aberto que ocupa diversos quarteirões e onde se vende de tudo. Uma florista me deu um cacho de flores perfumadas para pendurar no cabelo e uma vendedora de noz de betel me deu um pouco para mastigar (é ruim e duro pra caramba, mas fui até o fim sob os olhares atentos da velhinha). Vi a correria, tentei sobreviver no trânsito caótico (e consegui!) e me diverti bastante.

 

 

Na manhã seguinte, antes do nascer do sol, rumei para Amarapura. A cidade já foi capital do Mianmar em tempos remotos e abriga a ponte de madeira mais longa do mundo a U-Bein. Ela é bonita, especialmente pela manhã quando há ZERO turistas e o sol ainda não castiga a cabeça. Ao lado do lago Taungthaman há um mosteiro gigante. Por causa de uma chuva no dia anterior, a estradinha de terra ao longo do lago estava puro barro. Eu quase afoguei na lama, mas fui “salva” por um monge que me viu e me ajudou a entrar no mosteiro para me lavar. Foi incrível entrar no mosteiro quando todos os monges estavam se lavando, rezando, preparando a refeição do dia! O meu salvador me indicou o <i>caminho do bem</i>… ahm… o caminho de asfalto até a ponte e me deu um último conselho antes de se despedir: “faça meditação”.

 

Atravessando a ponte, outro monge, esse mais velho, me chamou pra sentar ao lado dele em um dos bancos de descanso e ficamos de papo por uma hora, comparando a história política do Brasil e da Birmânia. De volta a Amarapura, visitei novamente o mosteiro no horário da única refeição que eles fazem no dia (e que é uma atração turística do lugar) e rumei para Inwa.

 

Como, no mapa, Sagaing estava mais longe, meu plano era ir só até Inwa e voltar. Mas eu perdi a entrada pra uma e cheguei na outra. Ê laiá. Só percebi que estava na cidade errada quando perguntei onde ficava o mosteiro de madeira famoso de Inwa e me disseram “uai, mas isso é em Inwa, lá atrás”. A coisa boa é que, procurando um restaurante pra almoçar, fui direcionada a um banquete grátis que estava rolando. Comida delícia e com sorvete de sobremesa! E grátis, cheio de sorrisos!

 

Finalmente em Inwa, cruzei o rio com um barco mega turístico (que eu achei que era o único caminho) e visitei alguns templos e etc. Nada muito UAU, mas foi um bom passeio. No Lonely Planet fala que não existem carros na cidade e que todo mundo anda de charrete – MENTIRA. Só na área turística que os motores estão proibidos. Voltando, fiz a curva no lugar errado e me deram as instruções do caminho oficial de entrada e saída da cidade, sem ter que passar (e pagar) pelo barco. Vi várias motos e caminhonetes, rs.

 

O caminho de volta foi difícil, mas o triunfo de chegar no hotel suada, cansada,mas a tempo de pegar meu ônibus para Pakkoku, ninguém me tira!

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Comments
8 Responses to “Pedalando por Mandalay e arredores”
  1. Rodolfo disse:

    Incrível. Mil beijos e parabens.
    Ah… Lembre-se sempre da recomendação do monge: “Faça meditação” (sempre).

  2. Cláu disse:

    Por um mundo com mais velhinhas dando cachos de flores perfumadas (pulemos as nozes ruins)

  3. Cláu disse:

    E ah, sim: cê é demais. =D

  4. Lu Malheiros disse:

    Acompanhando atentamente seus post sobre Mianmar! Adorando tudo!

  5. Ziza disse:

    Que lindo ^^ Me senti nos ares por você sendo tão bem acompanhada no seu caminho…Eu dou total moral pra você usar caminhos alternativos 😀

  6. Bom de ler, bom de ver! Ah… Como é bom viajar!

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