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Bangkok. Bangcoc. Bancoc. Banguecoque. กรุงเทพมหานคร

Seja lá como quiser chamar a capital da Tailândia, chame-a e seus desejos serão realizados (basta ter dinheiro, claro).

Ela é o ponto de partida e chegada dos mochileiros do mundo todo, mas também é porto do turismo sexual, dos refugiados políticos do Mianmar, de estrangeiros que deixaram o “oeste” para viver o “thai dream” (também chamados de expats), dos mais pobres de todo o país (e de fora) que buscam um lugar melhor pra viver – nem sempre encontram.

Palco de bizarrices, como a massagem de peixes (turistas mergulham os pés em um aquário e pequenos peixes comem o que há de pele morta), terapia de tapas para aumento de seios (não tem como ser mais específico), shows de “ping pong” (pompoarismo. Uma das atrações principais é o jogo de ping pong com vaginas ao invés de raquetes).

Este é, talvez, o lugar menos homofóbico do mundo: travestis (aqui chamados de lady-boys) trabalham vendendo o corpo, mas também trabalham nos hotéis, restaurantes, bancos, lojas e qualquer outro lugar, sem uma segunda olhada.

Mas ao mesmo tempo, é uma cidade que vive em um sistema de castas, um mundo de cosméticos com “branqueador”, machismo, mulheres em busca de um “bom homem branco rico” ou, na falta, um “homem branco” que lhe faça um filho.

Um país com um rei besta, que está velho e doente, mas só aparece jovem e com cara de distraído nas fotos por toda a cidade – inclusive em fotos desfocadas em outdoors gigantes, na falta de uma foto “nova” de antes de ele envelhecer.

Uma cidade cortada por rios, que os utiliza bem e – juro! – não parecem tão poluídos em sua maioria. Devem estar, mas ainda não são Tietês e Arrudas, esgotos brasileiros a céu aberto (ou tristemente cobertos – solução mais fácil que a limpeza). O ar está poluído, mas os rios não. Ainda. Ou já não mais, não sei.

Milhares de templos budistas, milhares de monges laranjas, mas uma atmosfera moderna e cosmopolita.

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Khao San Road, o reduto dos mochileiros, restaurantes de fast food, bares na rua à noite, motoristas de tuktuks que cobram mais do que deviam, roupas baratas, massagens, souvenirs, gente, gente, gente – mais estrangeiros do que locais.

E, como não podia deixar de ser, as melhores panquecas de banana do país:

É com alegria e tristeza que te deixo, cidade. Você foi um lugar pra descansar entre viagens, um lugar feio e estranho em alguns momentos, uma diversão entre novos e bons amigos em outros. Te vejo da próxima vez que passar pelo sudeste!

Este post foi escrito dia 3 de abril, meu último dia em Bangcoc. Estou na Birmânia no momento. Após o sinal, deixe seu comentário.
Beeeeep!

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Comments
2 Responses to “Bangkok. Bangcoc. Bancoc. Banguecoque. กรุงเทพมหานคร”
  1. Elisa Aguiar disse:

    Ei Livinha! Acabei de ler o seu post pra mamãe. Ela disse que quando você voltar, é possivel comê-la aqui 😉 “Também deu vontade de comer, vamos treinando enquanto você não chega
    beijos!Te amo!”mamãe
    beijos ^^

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